E não reclamem, eu fico puto dos cornos com lombadas, por isso fiz uma pequena pesquisa que coincidiu com uma experiência que estava fazendo. Explico:
Na última Quatro Rodas, veio uma matéria intitulada "Casal 20 e Poucos Quilometros". Como a manchete diz, o casal, em uma viagem de volta ao mundo, manteve uma média de consumo de 20 e poucos quilometros por litro. O segredo deles? Não exceder 60 Km/h e manter, pelo maior tempo possível, o giro do motor abaixo de 2.000 rpm.
Resolvi fazer o teste. Como viajo muito pouco, raramente completo o tanque. Alcançou a reserva, coloco 50 reais. Não sei quantos litros dá isso, e também não sei quanto está a gasolina aqui na capital do pau, sei que é mais de 2,60, mas não exatamente. Enfim...
Com esses 50 conto, eu rodava cerca de 190-200 km até o tanque chegar na reserva. Lendo a matéria supra mencionada, resolvi copiar a forma de direção do casal. Passei a rodar em quinta marcha dentro da cidade, mas sem deixar o motor ratear. Não excedi os 60 por hora, mesmo no trecho de rodovia que pego diariamente, e, salvo uma ou outra aceleração necessária, não excedi os 2.000 rpm. Resultado: 280 km rodados com o mesmo dinheiro gasto, 80 quilometros a mais.
Tá, Rodrigo, mas o que isso tem a ver com as lombadas que te deixam tão P da vida?
Bom, por incrível coincidência, o dia que terminei o teste e fechei os 280 km com 50 pila de gasolina foi o dia que construiram as tais lombadas. E, mais coincidência ainda, é justamente o trajeto que eu percorro, de segunda a sábado, duas vezes por dia.
Resolvi repetir o teste. Coloquei 50 conto no tanque, no mesmo posto, mesma bomba de combustível (sempre abasteço no mesmo posto e bomba) e bora rodar devagar e não exceder o giro. Resultado, apurado hoje: 200 km rodados com 50 reais de gasosa, 80 a menos, comparando quando não tinha as lombadas. Ou seja, é como se eu tivesse voltado a dirigir da minha forma normal, mantendo o giro alto, uma tocada mais esportiva, correndo além dos 60 por hora.
E ainda há que se considerar a questão ambiental. Vejamos:
A média de emissão mundial de CO2 por veículo é de 149 gramas por quilometro rodado, o que dá uns 440 quilos por ano por veículo, em uma média de 20 quilometros diários.
Antes das lombadas, eu rodava, ou poderia rodar, 280 km com 50 reais, emitindo "x" de CO2. Após as lombadas, eu rodo 80 km a menos, mas, considerando que estou queimando o mesmo combustível, continuo emitindo o mesmo "x" de CO2, e, frizo, rodando menos.
Se considerarmos que Otacílio Costa é a segunda cidade do país na proporção de carros por habitante, dá para ter uma idéia do impacto que isso vai causar.
1 hora atrás
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